Governo libera R$ 2,5 bilhões para entrar em aliança global por vacina

Fri, 25 Sep 2020 11:20:09 -0300 / 0 Comentários

Governo vaiinvestir cerca de R$ 2,5 bilhões para bancar o ingresso no programa que garanteacesso ao fornecimento das vacinas do portfólio da Covax Facility.

O governo federal informou na noite desta quinta-feira (24) que o presidente Jair Bolsonaro editou duas medidas provisórias para garantir a participação do Brasil na Covax Facility, programa coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para impulsionar o desenvolvimento e garantir a compra de vacinas contra a Covid-19.
De acordo com o governo, uma das medidas trata da "adesão ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 (Covax Facility)", enquanto a segunda MP trata da liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões para bancar os custos do ingresso no programa.
O prazo da OMS para aderir à iniciativa terminou na sexta-feira (18), mas o Brasil pediu uma extensão do prazo e, na sequência, confirmou a intenção de participar da iniciativa.

2 bilhões de doses
A expectativa da OMS é que países financiadores ajudem no desenvolvimento e compartilhem o possível sucesso das vacinas com países mais pobres. A OMS diz que a iniciativa deve beneficiar cerca de 90 outros países com menos possibilidades econômicas ou sistemas de saúde mais fracos.
De acordo com a OMS, a Covax tem 9 candidatas à vacinas no portfólio e a expectativa é que ao menos 2 bilhões de doses sejam compradas de diferentes fornecedores e distribuídas aos países membros.
Até o começo da semana, o grupo já tinha reservado 850 milhões de doses. Até a mais recente atualização da lista, a vacina russa não estava no portfólio da OMS.
Na segunda-feira, o CEO da Vaccine Alliance, órgão que lidera a iniciativa junto com a OMS, disse que ao menos 156 países já tinham aderido à aliança. Antes, cerca de 170 países manifestaram interesse em participar do programa.
Em nota, o governo federal esclareceu que a participação na Covax não impede a futura participação em acordos bilaterais com outras empresas e também não afeta acordos já firmados.
g1