Presidente do Uruguai anuncia volta às aulas gradual em junho

Fri, 22 May 2020 10:40:10 -0300 / 0 Comentários

Escolas reabrirão progressivamente a partir de 1º de junho. País estabilizou número de casos de Covid-19.

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta quinta-feira (21) a volta às aulas presenciais nas escolas a partir de 1º de junho. A decisão foi tomada após a estabilização no número de casos do novo coronavírus no país.
Em entrevista coletiva, Lacalle Pou disse que a retomada das aulas nas escolas será progressiva, de acordo com o perfil dos alunos ou da localização das cidades. A capital, Montevidéu, só começa a reabrir em 15 de junho.
"Estamos dando esse passo porque estamos convencidos de que o risco é mínimo", disse Lacalle Pou, segundo o jornal "El País".
Haverá, no entanto, algumas regras para evitar a disseminação do novo coronavírus pelas escolas, de acordo com o "El País". Veja abaixo.
  • Jornadas escolares não podem ultrapassar quatro horas diárias
  • Entradas e saídas devem ser escalonadas para não causar aglomerações
  • Recreios e intervalos ocorrerão em turnos diferentes
  • Escolas para crianças pequenas ou alunos especiais terão condições diferenciadas de retorno
  • Férias de julho serão movidas para outra data


Caso de sucesso
Segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, o Uruguai tinha até esta quinta 749 casos de Covid-19. A doença matou 20 pessoas no país.
É o único país da região que figura entre os 42 no mundo que vêm conseguindo vencer a doença, segundo o portal Endcoronavirus.org, um ranking realizado pelo New England Complex Systems Institute.
Lacalle Pou se viu diante do desafio da pandemia e, para não transformá-lo em pesadelo, optou por uma estratégia diferente dos demais vizinhos. Declarou emergência sanitária no país, mas evitou tratar o confinamento como obrigatório.
Em vez disso, apelou à responsabilidade dos uruguaios lançando a "Operação Todos em Casa". Traduza-se por isso a recomendação para que cada cidadão limitasse suas saídas e respeitasse o distanciamento social.

O governo suspendeu as aulas, fechou fronteiras e proibiu eventos de massa, mas não reprimiu quem precisasse trabalhar fora de casa. “Não está desaconselhado sair, desde que a pessoa mantenha distância de outras e use máscaras”, orientou o presidente.

g1